O MAL DE PORTUGAL CHAMA-SE SOCIALISMO

A doença de que padecemos tem um nome: EXCESSO DE ESTADO, ou numa palavra: SOCIALISMO

quarta-feira, Outubro 29

DECO Procura clientes estúpidos para poder faturar mais

No momento em que o Estado lança novos impostos sobre os combustíveis - a chamada taxa verde - o que implicará já na próxima semana um aumento de preço por litro de entre 5 e 6 centimos, a DECO anuncia uma campanha de pressão sobre os fornecedores de combustíveis para fazer baixar o preço.

E parece que já tem 410.000 subscritores.

Que tal fazer antes uma campanha contra os impostos sobre os combustíveis que representam em Portugal 59,2% do valor total do produto?

Essas 410.000 assinaturas não seriam muito mais bem empregues?

quinta-feira, Outubro 9

Quando o Governo rouba ao Pedro para dar ao Paulo pode sempre contar com o apoio do Paulo

via Eduardo Freitas do blogue Espectador Interessado  que traduziu e a quem agradeço 

7 de Outubro de 2014
Por Brandon Dutcher

O que o governo central e Bernie Madoff têm em comum
(What the Feds and Bernie Madoff Have in Common)

Bernard Madoff
Ao longo dos anos, o condenado Bernard Madoff, responsável pelo esquema ponzi que defraudou os seus investidores, doou "generosamente" milhões de dólares a instituições de beneficência - investigação do cancro, hospitais, teatros, escolas, etc. Pelo menos uma dessas organizações de caridade fez investimentos junto de Madoff, onde os fundos se evaporaram.

Mas Madoff não é o único que dá dinheiro às pessoas após ele lhes ter sido subtraído em primeiro lugar. Os dirigentes políticos de hoje angariam votos e aplausos dando presentinhos ao Zezinho, mas não se dão ao incómodo de dizer que a totalidade da conta vai direitinha para o cartão de crédito do Zezinho.

O ano escolar recomeçou, e "milhares de estudantes mais poderiam estar a usufruir do almoço escolar completamente grátis", noticia Jake Grovum na Stateline, "graças a um programa federal que se iniciou há quatro anos que finalmente se está a expandir a todos os 50 estados". (Finalmente!)



"A expansão é possibilitada pela denominada “Disposição de Elegibilidade Comunitária”, aprovada pelo Congresso e promulgada pelo presidente Barack Obama em 2010 como parte de uma medida mais ampla dirigida à nutrição escolar", noticia a Stateline. Ela veio abrir as portas em cada distrito aos almoços grátis ou de preço reduzido e proporcionar refeições a todos os alunos em cada escola, sem nenhum custo para eles e sem que seja necessário apresentar candidatura, independentemente do rendimento familiar. Nos termos da referida Disposição, o governo federal paga apenas uma parte da expansão, cabendo aos estados pagar o remanescente".

A Stateline acrescenta que o custo final para os contribuintes "é um ponto de interrogação que paira sobre o programa. O Gabinete de Orçamento do Congresso (CBO) estimou em 2010 que mais de 2200 escolas participariam até o final da década, a um custo de mais de 100 milhões de dólares. O CBO estima [agora que] todo o Programa Escola de Almoços Escolares irá custar 11,9 mil milhões de dólares no próximo ano fiscal".

Mas é claro que o Congresso e o presidente Barack Obama não têm 100 milhões de dólares, e não dispõem certamente de 11,9 mil milhões de dólares. Na verdade, de acordo com o Departamento do Tesouro, a dívida pública total do país já ultrapassa os 17,7 milhões de milhões[trillions, no original - N.T.] de dólares. Por outras palavras, Washington tem que devolver 17,7 trillions, nos termos do autor Mark Steyn, "apenas para voltar a não ter nada de nada".

Os nossos dirigentes políticos não são diferentes do sr. Madoff, que admitiu que a sua empresa de investimento pagou aos investidores "com o dinheiro que não estava lá".

Aqui no meu estado de origem, a afiliada da CBS em Oklahoma City informa que "o Departamento federal da Agricultura dos EUA está a fornecer refeições gratuitas às escolas em 52 locais no distrito escolar público de Oklahoma City. As escolas abrangidas são capazes de fornecer o pequeno-almoço e almoço grátis a todos os alunos, e não apenas àqueles que se candidataram a receber refeições gratuitas ou a preço reduzido”.

A afiliada da CBS em Tulsa, provavelmente sem se dar conta de não há almoços grátis, noticia que milhares de crianças em Muskogee "estão a ter acesso a almoço e pequeno-almoço gratuitos, independentemente do rendimento das suas famílias, uma vez que sete escolas de Muskogee estão agora a servir refeições grátis a todos".

Refeições gratuitas para todos. Mais uma pequena intromissão por parte do estado social que provoca o enfraquecimento da família ao assenhorar-se de uma outra das suas funções. Esta evolução deveria ser lamentada; em vez disso, é comemorada.

Afinal, os pais agora "não têm de se preocupar com as refeições a preços acessíveis para os seus filhos", refere com entusiasmo Kim Hall das Escolas Públicas de Muskogee. "Eles podem simplesmente tomar o pequeno-almoço e o almoço gratuitos.”

Um pai de Muskogee referiu que os funcionários da escola lhe disseram que "estavam a retribuir à comunidade". É certo que sim. Madoff também devolveu à comunidade - chegando mesmo a concretizar dádivas generosas para um programa dirigido a alunos carenciados.

Nuns noticiários que vi, os repórteres entrevistaram funcionários governamentais sobre esta nova dádiva e, naturalmente, registaram comentários de pais agradavelmente surpreendidos. Como George Bernard Shaw nos ensinou, "um governo que rouba a Pedro para dar a Paulo pode sempre contar com o apoio de Paulo”.

Pela sua parte, a Stateline pelo menos reconheceu as realidades fiscais, informando que "em alguns casos, a ideia de expandir um programa da rede de segurança a todos os alunos - independentemente da sua situação financeira - foi tida por alguns como irresponsável".

A Stateline citou um porta-voz do distrito escolar de Fort Wayne, no Indiana, que afirmava que "há uma certa percentagem de pessoas que consideram ser isto um excesso e que o governo federal não deveria pagar refeições a todas estas crianças  e que é necessário que os pais têm que ser responsáveis".

O jornalista Roger Friedman observou certa vez que Bernie Madoff "gostava de espalhar" os seus ganhos ilícitos para "conseguir ter uma boa imagem". Isto, evidentemente, é repreensível.

Mas quando a conta do seu cartão crédito tiver que ser saldada, o Zezinho vai descobrir que o resultado não é melhor quando é o governo a fazer exactamente a mesma coisa.

sexta-feira, Julho 18

Lá como cá


sexta-feira, Maio 30

Se a estupidez tivesse outro nome chamava-se Partido Socialista Português

Como é possível dar este tiro de canhão em ambos os pés, ao subscrever e aprovar hoje por unanimidade na Assembleia da Republica esta moção de censura?: 

«Três anos passados sob o manto do Pacto de Agressão que PSD, 
PS e CDS subscreveram, a obra de destruição do País e das 
condições de vida dos portugueses está à vista, … 

A mais grave situação nacional desde os tempos do fascismo 

torna indesmentível o retrocesso económico e social a que 
conduziu a política de direita executada nos últimos 37 anos 
por sucessivos governos, agravada nos últimos anos pela 
execução dos PEC e do Pacto de Agressão assinado por PS, 
PSD e CDS com a troica estrangeira do FMI, BCE e Comissão Europeia.»


Pois o PS acaba agora de fazê-lo.

quinta-feira, Maio 29

A Queda do Socialismo na Europa

Analise acutilante, certeira e de leitura indispensavel para os crentes cegos dos amanhãs que cantam, por José Mendonça da Cruz


A nossa comunicação social distraiu-se do país e do governo para centrar-se numa espuma mais próxima dos seus «afectos»: a celebração e condução ao trono do novo herdeiro, o salvador das suas preferências e deleite. Quando, por momentos, a nossa comunicação social olha a Europa, entoa em coro as mesmas banalidades politicamente correctas que a impedem de identificar acontecimentos e tendências. Diz que a Europa está em risco, vê eurocépticos e neonazis em todo o lado.
O que a nossa comunicação social não vê, é o mais importante: o consistente declínio dos socialistas. O Partido Popular Europeu perdeu deputados, tal como os perdeu o grupo socialista S&D (curiosa sigla), mas no Parlamento Europeu saído das eleições de 25 de Maio o centro-direita e a direita (conservadores, democratas-cristãos, liberais) têm a maioria absoluta.

O declínio do socialismo começou há anos e a sua passagem ao caixote de lixo da história é uma tendência consistente. Desde 2008 que os socialistas europeus esperaram em vão amealhar à conta de uma crise do capitalismo. O que os eleitores lhes disseram, em vez disso, foi que uma crise do capitalismo, da economia de mercado - da liberdade, em suma - se cura com capitalismo melhor, mais mercado na economia e a preservação da liberdade. Espanha, Irlanda, Alemanha, e a maioria dos países de Leste (mais lembrados dessa face totalitária do socialismo que ainda encanta 10% de portugueses) fortaleceram a vitória conservadora na Europa. Na França que tanto alimentou as bibliotecas e as pulsões jacobinas da nossa esquerda, o PC desapareceu há muito e os socialistas foram reduzidos a uns piedosos 14%. Bem pregou Manuel Valls, o socialista-não-socialista convocado por Hollande em desespero, que o PSF devia retirar «socialiste» do nome, porque o conceito é «arcaico», que o PSF devia deixar de ser de esquerda, que é «utópica» e «pomposa», que a economia de mercado e a globalização são um «adquirido civilizacional». Nem assim. E, no entanto, o programa de governo de Valls (os cortes de despesa e de IRC, a revisão das leis laborais, a aposta no investimento privado) faria vomitar o PS português. Como o faria vomitar o programa do Partito Democratico italiano de modernização da economia e as propostas de Matteo Renzi, outro socialista-não-socialista, líder do único partido europeu de centro-esquerda que pode gabar-se de uma vitória de 40%.

... e em Portugal, com o devido atraso

Em Portugal, os eleitores hesitam: ao fim de 3 anos de cortes e austeridade resultantes da má gestão socialista, 31% de 35% de eleitores deram ao PS uma «vitória de Pirro» (para quê contradizer Soares sobre o tema?) que o PS comemorou com uma guerra intestina. O PS analisou os resultados e, embora proclame para consumo externo que a direita teve uma «derrota estrondosa», que sofreu uma «hecatombe», para dentro tem a alarmada consciência de que é a aliança PSD/CDS que governa, e que a governação dá muitas oportunidades (a quem tenha a vontade e a competência para as aproveitar) de captivar muito da indiferença e do protesto da abstenção, e muito da irritação virtuosa do voto Marinho Pinto. É certo que há muito por fazer na reforma da administração pública, no emagrecimento do Estado, na desarticulação dos interesses instalados, no saneamento da burocracia, na reformulação de um fisco voraz e abusivo, na reforma da nossa caricatura de justiça. Mas os indicadores económicos começam a indiciar sucessos na política económica e financeira, e um rigor na gestão de dinheiros públicos que andava esquecido há muito. Acresce que muitas das medidas do executivo (o Banco de Fomento, a maior responsabilização no recurso a fundos comunitários, a prioridade ao investimento em portos e ferrovia, a promessa do licenciamento zero, a promessa de um Simplex a sério) são coerentes e apontam para as empresas, as exportações e a iniciativa privada. Apontam, em suma, para um país moderno, que não pode ser socialista.
O PS finge que não sabe -mas sente - que o seu ideário do séc. XX é estranho e choca de frente com o mundo do séc. XXI. Os socialistas portugueses iludem a questão falando de «políticas de crescimento» e «políticas para as pessoas», chavões sem sentido porque não há dinheiro para pagá-los. Pior, essas políticas foram tentadas por Sócrates, com o investimento público irresponsável que levou o país ao resgate de emergência e à austeridade. Ou seja, verificámos dolorosamente que essas políticas não conseguiram crescimento e prejudicaram gravemente os portugueses.
Margaret Thatcher foi cruel ao dizer que o socialismo acaba quando acaba o dinheiro dos outros. A «solidariedade», outro chavão socialista para referir o dinheiro dos outros, também não virá da Europa. Não virá da Europa, sobretudo, nessa acepção de dinheiro a fundo perdido para ser gasto por quem não produz. Na Europa saída das eleições de 25 de Maio as políticas perdulárias não têm hipótese nenhuma. Não têm hipótese os sonhos excêntricos de reestruturação da dívida, e não teriam hipótese se alguém as levasse a sério as 80 irresponsáveis propostas de cortar receita e aumentar despesa.

Uma política má continua a ser má - mesmo com mais aptidões de salão e (ainda) melhor imprensa 

Mas se a Europa não autoriza ilusões e fantasias, se o tratado orçamental está assinado por antigos e actuais partidos de governo, não resulta bastante indiferente que em São Bento esteja este governo ou um governo socialista? Em desespero de causa, a comunicação social cor-de-rosa e alguma inteligência mais complacente tentam fazer passar esta mensagem. É uma mensagem falsa e perigosa.
Ao PS falta, primeiro, pessoal técnico de excelência. Vale a pena fulanizar um pouco e pensar o que seria preferível. Seria preferível ter ao leme das Finanças a secura de Vítor Gaspar, ou um Campos e Cunha que se retiraria ao primeiro anúncio de gastos criminosos? Seria preferível ter nas Finanças a segurança de Maria Luís Albuquerque, ou outro independente disposto a ser o pior ministro da Europa até à superveniência do 2º resgate? Seria preferível entregar a gestão do crédito público a João Moreira Rato ou a João Galamba? A Economia está bem nas mãos de Pires de Lima, ou estaria melhor nas de Eurico Brilhante Dias? A Saúde estaria melhor com Paulo Macedo ou com Carlos Zorrinho? O PS não tem bons quadros (o PS lamenta isso mesmo, internamente).

Mas não é indispensável fulanizar. É necessário, acima de tudo, constatar que os socialistas estão sem ideário crível, não têm políticas originais nem boas, só antigas e perniciosas. A direita precisa de insistir no facto de que a gestão socialista já deu provas bastantes de incompetência; que é a direita, e não a esquerda, que está aggiornata com a economia de mercado e o mundo globalizado de hoje - são o seu mundo; que é a direita, e não a esquerda, que tem as aptidões de gestão para dar sustentabilidade ao Estado Social, que, aliás, a esquerda arruinou. A comunicação social cor de rosa diz-nos que o putativo novo líder do PS, António Costa, é o messias e traria um novo mundo. Sempre nos disse, aliás, que Costa foi «o melhor ministro da Administração Interna da democracia» (e Cravinho «o campeão do combate à corrupção» - outra boa graça), embora nunca nos tenha explicado porquê. Mas Costa seria mais do mesmo. O socialismo não é solução, nem progresso. O socialismo é passado.
Há dois programas políticos bem próximos bem ilustrativos do que é uma governação socialista.
O primeiro, é de autoria de Sócrates. Com o seu enorme dinamismo, Sócrates investiu muito dinheiro dos contribuintes nas energias renováveis. A vontade de ir contra o mercado, a mania dos mundos novos, as proclamações de «modernidade», conduziram a um sistema que, por um lado, proporciona às empresas aliciadas lucros perenes e inexplicáveis, e, por outro, submete os consumidores às mais altas tarifas da Europa e a regras segundo as quais têm que pagar mais quando gastam menos.
O segundo exemplo, é o que António Costa se propõe fazer para «rentabilizar» a Carris e o Metro. Para os socialistas, não existem empresas deficitárias, existem apenas oportunidades de engenharia financeira. E, assim, Costa propõe-se entregar a Carris e Metro contribuições da Emel; mais o monopólio e as receitas dos outdoors de Lisboa, restritos a estações e material circulante; mais uma parcela do IMI dos prédios com acesso privilegiado a transportes; mais uma parcela das receitas do impostos sobre produtos petrolíferos. Este projecto de roda de dinheiros é inteiramente artificial, é estranho à economia, promete burocracia e confusão, dispensa toda a prudência na gestão dos transportes públicos e garante uma enorme opacidade no escrutínio dos gastos públicos.
A primeira política - a de Sócrates - e a outra - a de Costa - têm três coisas em comum: são medularmente socialistas, absolutamente ruinosas, e de uma irresponsabilidade ululante. É obrigatório pensar que são ululantemente irresponsáveis. Porque se, por absurdo, não fossem ululantemente irresponsáveis seriam outra coisa muito feia.

E não vale a pena pintar de papão a Europa

A esquerda imaginou-se num pedestal de virtudes políticas, sociais e culturais, e essa ilusão mantem-na. Sendo assim, a perda de terreno na Europa atribui-a a forças obscuras de neonazis, xenófobos, racistas, inimigos da Europa e da democracia, e extremistas (só os de direita, claro), sustentadas pela ignorância dos povos que o socialismo já não ilumina. Mas não é nada disso. São apenas terrores exagerados, sustos que têm sempre boa imprensa. O que entrou no Parlamento Europeu, sob forma de novos membros excêntricos ou desalinhados, foi uma série de avisos por parte dos eleitores da Europa: o aviso de que há muita gente farta dos passos dados em frente sem audição dos eleitorados nacionais; o aviso de que há muita gente farta do relativismo cultural que põe os valores europeus a par com práticas da barbárie; o aviso de que há muita gente farta da imigração que não só recusa a integração como pratica a hostilidade; o aviso de que há muita gente farta de políticas fracturantes que desarticulam as famílias, envelhecem as sociedades e empobrecem os países; o aviso de que há muita gente farta das estranhas disposições impostas por burocratas longínquos; o aviso de que há muitos que se sentem nacionais primeiro, e europeus só depois. Pode haver, de facto, gente retrógrada, xenófobos, proteccionistas. Mas não são monstros, nem fantasmas. São só vontades expressas democraticamente e que exigem respostas políticas. Nenhuma delas é de esquerda.

sábado, Maio 17

Histórias do estatismo em acção: França


Também os franceses padecem desta terrível doença do socialismo, fatal para as economias, desastrosa para a vida das pessoas, e a sua economia outrora pujante parece querer seguir agora o caminho da Venezuela.

Segundo o recente decreto do "patriotismo económico" ( só a terminologia utilizada já dá vontade de rir), o Ministro socialista da Economia Arnaud Montebourg poderá a seu bel prazer bloquear as aquisições de empresas francesas por empresas estrangeiras, nos sectores julgados "estratégicos" (quais são eles não se sabe). 

Em três penadas um atentado:

1. ao direito de propriedade
2. aos pricipios fundadores da construção da Comunidade Europeia,
3. ao principio da livre circulação de capitais e bens na Comunidade,
4. à livre concorrencia entre empresas.

Em 2013 o investimento estrangeiro baixou de 77% em França, comparando com os +392% de crescimento na Alemanha. Imagina-se o que será em 2014.

A Europa afinal só serve para encher a boca, e a Comissão Europeia fica queda e muda, porque são os países grandes que lhes pagam a ração.

(post dedicado a todos aqueles que vão votar no dia 25 num Parlamento Europeu que tem a característica original de não ter nas suas competências o poder da iniciativa legislativa, limitando-se a discutir sovieticamente e depois carimbar as ordens duma Comissão Europeia totalmente composta por políticos não eleitos. Como retrato da democracia não pode ser melhor. Em Portugal muito especialmente, estas eleições estão a servir para promover económicamente meia duzia de palhaços úteis, a quem ninguém de juizo daria emprego, e acessóriamente a branquear a actuação do governo que nos levou à insolvência)

segunda-feira, Maio 5

Restruturar o Estado terá algo a ver com isto. Ou não?

Depois das Fundações vem os Observatórios:

Observatório do medicamento e dos produtos da saúde
Observatório nacional de saúde
Observatório português dos sistemas de saúde
Observatório da doença e morbilidade (...se só para a saúde são 3 para a doença 1 é pouco!!!)
Observatório vida
Observatório do ordenamento do território
Observatório do comércio
Observatório da imigração
Observatório para os assuntos da família
Observatório permanente da juventude

Observatório nacional da droga e toxicodependência
Observatório europeu da droga e toxicodependência
Observatório geopolítico das drogas (....mais 3!!!)
Observatório do ambiente
Observatório das ciências e tecnologias
Observatório do turismo
Observatório para a igualdade de oportunidades
Observatório da imprensa
Observatório das ciências e do ensino superior
Observatório dos estudantes do ensino superior

Observatório da comunicação
Observatório das actividades culturais
Observatório local da Guarda
Observatório de inserção profissional
Observatório do emprego e formação profissional (...???)
Observatório nacional dos recursos humanos
Observatório regional de Leiria (...o que é que esta gente fará?)
Observatório sub-regional da Batalha (...deve observar o que o de Leiria deveria fazer?)
Observatório permanente do ensino secundário
Observatório permanente da justiça

Observatório estatístico de Oeiras (...deve ser para observar o SATU!!!)
Observatório da criação de empresas
Observatório do emprego em Portugal (...este é mesmo brincadeira!!!)
Observatório português para o desemprego (...este deve ser para "espiar" o anterior!!!)
Observatório Mcom
Observatório têxtil
Observatório da neologia do português (...importante para os acordos "Brasilaicos-Portuenses" e mudar a Estória deste Brasilogal (!!!)
Observatório de segurança
Observatório do desenvolvimento do Alentejo (...este deve ser para criar o tal deserto do Sr. "jamé"!!!)
Observatório de cheias (...lol...lol...)

Observatório das secas (...boa...)
Observatório da sociedade de informação
Observatório da inovação e conhecimento
Observatório da qualidade dos serviços de informação e conhecimento (...mais 3!!!)
Observatório das regiões em reestruturação
Observatório das artes e tradições
Observatório de festas e património
Observatório dos apoios educativos
Observatório da globalização
Observatório do endividamento dos consumidores (...serão da DECO?)

Observatório do sul Europeu
Observatório europeu das relações profissionais
Observatório transfronteiriço Espanha-Portugal (...o que é estes fazem?)
Observatório europeu do racismo e xenofobia
Observatório para as crenças religiosas (...gerido pelo Patriarcado com dinheiros públicos?)
Observatório dos territórios rurais
Observatório dos mercados agrícolas
Observatório dos mercados rurais (...espectacular)
Observatório virtual da astrofísica
Observatório nacional dos sistemas multimunicipais e municipais (...valha-nos a virgem!!!) 

Observatório da segurança rodoviária
Observatório das prisões portuguesas
Observatório nacional das diabetes
Observatório de políticas de educação e de contextos educativos
Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira (lol...lol...)
Observatório estatístico
Observatório dos tarifários e das telecomunicações (...este não existe!!! é mesmo tacho!!!)
Observatório da natureza
Observatório qualidade (...de quê?)
Observatório quantidade (...este deve observar a corrupção descarada)

Observatório da literatura e da literacia
Observatório nacional para o analfabetismo e iliteracia
Observatório da inteligência económica (hé! hé!! hé!!!)
Observatório para a integração de pessoas com deficiência
Observatório da competitividade e qualidade de vida
Observatório nacional das profissões de desporto
Observatório das ciências do 1º ciclo
Observatório das ciências do 2º ciclo (...será que a Troika mandou fechar os do 3º, 4º e 5º ciclos)
Observatório nacional da dança
Observatório da língua portuguesa

Observatório de entradas na vida activa
Observatório europeu do sul
Observatório de biologia e sociedade
Observatório sobre o racismo e intolerância
Observatório permanente das organizações escolares
Observatório médico
Observatório solar e heliosférico
Observatório do sistema de aviação civil (...o que é este gente fará?)
Observatório da cidadania
Observatório da segurança nas profissões 

Observatório da comunicação loca l (...e estes???)
Observatório jornalismo electrónico e multimédia
Observatório urbano do eixo atlântico (...minha nossa senhora!!!)
Observatório robótico
Observatório permanente da segurança do Porto (...e se em cada cidade fosse criado um?)
Observatório do fogo (...que raio de observação!)
Observatório da comunicação (Obercom)
Observatório da qualidade do ar (...o Instituto de Meteo e Geofisica não faz já isto?)
Observatório do centro de pensamento de política internacional
Observatório ambiental de teledetecção atmosférica e comunicações aeroespaciais (...este é bom!!! com
o nosso desenvolvimento aero-espacial!!!)

Observatório europeu das PME
Observatório da restauração
Observatório de Timor-leste
Observatório de reumatologia
Observatório da censura
Observatório do design
Observatório da economia mundial
Observatório do mercado de arroz
Observatório da DGV
Observatório de neologismos do português europeu

Observatório para a educação sexual
Observatório para a reabilitação urbana
Observatório para a gestão de áreas protegidas
Observatório europeu da sismologia (...o Instituto de Meteo e Geofisica não faz isto também???)
Observatório nacional das doenças reumáticas
Observatório da caça
Observatório da habitação
Observatório Alzheimer
Observatório magnético de Coimbra


Alberto Gonçalves no Diario de Noticias de Domingo dia 4 de maio

A proverbial sabedoria popular? Não conheço eufemismo maior, embora "proverbial" seja o termo. De "Abril, águas mil" (Abril é dos meses menos chuvosos) a "Dinheiro não traz felicidade" (é sabido que o êxtase só se atinge em situações de miséria absoluta), os adágios que pretendem ilustrar a sensatez do povo são um compêndio de inanidades apenas comparável aosworkshops do Bloco de Esquerda.
Vem isto talvez a propósito do seguinte: pelos vistos, de tanto se repetir por aí que o Governo é liberal ("neo", "ultra" e assim), houve mesmo quem acreditasse. Só isso explica o espanto de alguns face ao anunciado pequeno aumento de impostos, o qual de facto será muito maior e não surpreende os que perceberam desde o início do mandato e dos tempos que, independentemente dos rostos, dos epítetos, dos prefixos e dos discursos, os senhores no poder defendem o Estado contra os cidadãos.
Por outras palavras, o Governo é socialista e no fundo nunca lhe passou pela cabeça ser coisa diferente. Nem podia passar. Sempre que se impõe a escolha entre prejudicar os que beneficiam do fisco - incluindo partidos, administração pública, fundações, observatórios, gabinetes de "apoio" e clientelas em geral - e prejudicar os que sustentam o fisco, não existem dúvidas. A única dúvida consistia em discernir se o dr. Passos Coelho nos levaria ao desastre com idêntico empenho ao protagonizado pelo antecessor e ao ameaçado pelo candidato a sucessor, que pelo menos têm a vantagem de assumir o socialismo. Hoje, a dúvida já não existe. Mas o interessante é o povo insistir que os políticos são todos iguais e depois admirar-se perante a fulminante veracidade do próprio cliché. Não admira.

segunda-feira, Março 17

Quarenta anos de socialismo: um resumo exemplar


O texto que segue não é da minha autoria mas sim de um comentador deste blog, com experiência de vida suficiente para testemunhar o que escreveu. Se o mesmo autorizar publico o nome.
( Aditamento em 11-3-14: o autor do texto é Manuel Alves)

Como me parece interessante o estudo, que levou mais de uma dúzia de páginas A4, coloco-o aqui, para ser lido com calma. É por isso mesmo um texto longo mas que se lê bem. 

 Quatro décadas para construir e quatro décadas para destruir Portugal 
(Duas Listas para comparar e meditar)

O presente texto tem como propósito confrontar, de forma muito aligeirada, as realizações efectuadas pelos dois últimos Sistemas de Governação que ocorreram em Portugal: O Estado Novo e a Democracia, cada um em actividade durante, aproximadamente, quatro décadas.

Durante o tempo do Estado Novo, houve uma Geração de Portugueses competentes, respeitadores da Lei e da Ordem e dos interesses do Bem Público que, em pouco mais de quatro décadas de trabalho árduo, deixaram a Nação portuguesa praticamente íntegra de seu território e nela implantada uma Obra imponente onde, pouco ou nada de semelhante existia.Acrescente-se ainda que toda essa Obra foi integralmente paga com dinheiro português.

Ao recordar apenas algumas das muitas realizações dessa época ímpar, presta-se uma singelíssima homenagem àqueles que, sob a égide e determinação do Doutor António de Oliveira Salazar, souberam erguer essa Obra tão positivamente valiosa, vasta e profunda que se destaca, pelo contraste, daquela que imediatamente a antecedera e da que lhe sucedeu, em períodos de tempo comparáveis.

Para dar testemunho desse contraste apresenta-se, em primeiro lugar, uma “reduzida” Lista de algumas parcelas da Obra do Estado Novo, concebidas, erigidas e totalmente apetrechadas, nesse período. Tais Obras, verdadeiros motores de Progresso e Bem – estar do Povo Português, foram executadas recorrendo, sempre que possível, a materiais, mão-de-obra e “saber fazer” de origem nacional, por pessoas responsáveis que não pactuaram com esbanjamentos criminosos nem graves omissões e, uma vez terminadas, prestavam publicamente contas de todas as despesas feitas.

Em seguida, com desprazer, apresenta-se uma outra “pequena” Lista de “Obras” e situações que têm vindo a ocorrer, nas quatro décadas posteriores ao fim do regime do Estado Novo. Do confronto desta Lista com a anterior, fácil se torna ajuizar das consequências dos actos de gestão daqueles que tiveram e têm a responsabilidade de governar Portugal, durante ambos os períodos.

De 1930 a 1974 , Obra efectuada na Região de Lisboa:

1) Construção de Bairros Sociais.
 (Arco do Cego; Madre de Deus; Encarnação; Caselas; Alvalade; Olivais; Bairros para Polícias).

2) Construção do Aeroporto Internacional da Portela.

3) Construção do Aeroporto Marítimo de Lisboa.
 (Hoje extinto. Na Doca dos Olivais está actualmente instalado o Oceanário de Lisboa).

4) Construção do Instituto Superior Técnico.

5) Construção da Cidade Universitária de Lisboa.
(Faculdade de Direito, Faculdade de Letras, Reitoria, Cantina e o Complexo do Estádio Universitário).

6) Construção do novo Edifício da Escola Técnica Industrial Marquês de Pombal.

7) Construção do Liceu Filipa de Vilhena, no Arco do Cego.

8) Construção da Escola Técnica elementar Francisco de Arruda e mais oito similares.

9) Construção da Escola Comercial Patrício Prazeres.

10) Construção da Biblioteca Nacional.

11) Construção do Instituto Nacional de Estatística.

12) Construção do  Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

13) Construção do Edifício do Ministério das Corporações e Previdência Social.
(Hoje Ministério do Trabalho).

14) Construção do Metropolitano de Lisboa.
(As primeiras 20 Estações).

15) Construção da Ponte Salazar.
(Incluindo os respectivos acessos).

16) Captação e condução, para Lisboa, das águas do vale do Tejo.
(Comemorada com a construção da Fonte Luminosa na Alameda Afonso Henriques).

17) Plantação do Parque Florestal de Monsanto.

18) Construção do Estádio Nacional (no Jamor) e alguns dos seus Anexos.

19) Construção do Estádio 28 de Maio.

20) Construção do Laboratório Químico Central do Instituto Superior de Agronomia.

21) Construção do primeiro troço da Auto-estrada da Costa do Estoril.

22) Construção do troço de Auto-estrada Lisboa a Vila Franca de Xira.

23) Construção do Hospital Escolar de Santa Maria.

24) Construção do actual Edifício do Instituto Ricardo Jorge.
(Incluindo o arranjo paisagístico da área envolvente).

25) Construção do Instituto de Oncologia.

26) Construção do Hospital Egas Moniz.

27) Assistência Nacional aos Tuberculosos.
(Criada ainda na época da Monarquia e com sede em Lisboa foi, durante o Estado Novo muito ampliada, pela instalação de vários Sanatórios e criação de dezenas de Postos de atendimento espalhados por todo o território; alguns feitos de raiz e todos equipados com os meios humanos e materiais adequados; tornaram assim possível, a obrigatoriedade do rastreio anual às populações do Comércio, da Função Pública e Estudantil. Daqui resultou uma forte e efectiva regressão, para valores mínimos, do número de pessoas infectadas pelo bacilo).

28) Electrificação da linha do Estoril.

29) Exposição do Mundo Português.
(Permitiu a criação da Praça do Império, hoje a Sala de Visitas de Lisboa. Nela se destacam as zonas ajardinadas, a Fonte Luminosa, o Museu de Arte Popular, o Espelho de Água e o Monumento aos Descobrimentos).

30) Construção e regularização da Estrada Marginal, Lisboa - Cascais.

31) Criação da Emissora Nacional de  Radiodifusão.
(Incluindo a criação da unidade de Porto Alto e o Centro de Preparação de Artistas da Rádio, de onde saíram muitos dos Cantores e Apresentadores portugueses de renome).

32) Criação da Radiotelevisão Portuguesa.
(Incluindo montagem das antenas retransmissoras necessárias à cobertura de todo o Território).

33) Criação da Companhia Aérea de bandeira (TAP).
(Incluindo a criação das Oficinas de Manutenção de Aeronaves, famosas em todo o Mundo).

34) Construção da Nova Casa da Moeda. 

35) Construção do Edifício Pedro Álvares Cabral.
(Destinado à Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau. Hoje abriga o Museu do Oriente).

36) Criação da Junta Nacional do Vinho e construção do respectivo Edifício.
(Hoje sede do Instituto da Vinha e do Vinho, IP).

37) Construção do Palácio da Justiça de Lisboa.

38) Construção do Edifício da Polícia Judiciária.

39) Construção das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde Óbidos.

40) Regularização integral do Parque Eduardo VII e construção da Estufa Fria.

41) Construção de vários Mercados Municipais.
(Dois exemplos apenas: Campo de Ourique e Arroios, este, na altura da sua construção, foi considerado o melhor de Portugal).

42) Construção da Feira das Indústrias.
(Na Junqueira; hoje Centro de Congressos).

43) Construção do Palácio das Comunicações.
(Na Praça D. Luiz. Hoje nomeado “Central Station”, está destinado ao Empreendedorismo e à Criatividade).

Obra efectuada por toda a área Continental e Ilhas Adjacentes:

44) Criação de várias Escolas do Magistério Primário.

45) Construção das Escolas Primárias do Plano dos Centenários em quase todas as Freguesias do País e criação de Cantinas Escolares, adstritas a muitas delas.
(Em duas décadas, 1930/1950, passou a taxa de analfabetismo, em valores aproximados, de 73% para 20,3% ; em 1957, apenas menos de 1% das crianças, em idade escolar, não recebia instrução).
   
46) Criação dos Liceus Nacionais e dos Liceus Normais (Masculinos e Femininos), em todas as capitais de Distrito e dezenas de outros Liceus e Escolas Secundárias, espalhados por todo o País.

47) Criação, ampliação e apetrechamento de cerca de quarenta Escolas Comerciais e Industriais, Escolas de Artes Decorativas e Escolas de Regentes Agrícolas.

48) Construção da Escola Náutica Infante D. Henrique.
(Em Paço de Arcos - Oeiras).

49) Construção da Cidade Universitária de Coimbra.
(Novos edifícios: Faculdade de Medicina, Faculdade de Letras, Faculdade de Ciências, Biblioteca Geral, Observatório Astronómico, Estádio Universitário, Complexo da Cantina onde, para além de uma excelente e moderna Cantina, se inclui a Escadaria Monumental, o Teatro Gil Vicente e as instalações da Associação Académica e ainda todo o reordenamento urbano da Alta).

50) Construção do Hospital Escolar de S. João.
(No Porto; Edifício idêntico ao do Hospital Escolar de Santa Maria, em Lisboa).

51) Criação da Estação Agronómica Nacional.
(Sacavém/Oeiras).

52) Criação da Estação Nacional de Melhoramento de Plantas.
(Em Elvas).

53) Criação do Laboratório de Física e Engenharia Nuclear.
(Na Bobadela – Sacavém, para onde se adquiriu e instalou um reactor atómico de investigação. Portugal tornou-se, então, o 35º País do Mundo, a dispor de tão moderno equipamento científico).

54) Construção do Aeroporto de Pedras Rubras.
(No Porto – Maia, hoje ampliado e com o nome de Francisco Sá Carneiro).

55) Construção da Ponte da Arrábida.
(No Porto).

56) Construção da Ponte Marechal Carmona.
(Em Vila Franca de Xira).

57) Construção dos Aeroportos das Lajes e de Santa Maria.
(Nos Açores; com comparticipação estrangeira).

58) Construção do Aeroporto do Funchal (primeira fase).

59) Construção dos principais aproveitamentos hidroeléctricos nacionais, concretizados em dezenas de Grandes Barragens.
(Por exemplo os sistemas do Rabagão, Cávado, Douro, Mondego, Zêzere e Tejo, incluindo a construção e ampliação, por todo o território, de Subestações e da Rede Nacional de distribuição de electricidade, em todos os escalões).

60) Construção de inúmeras Obras de Hidráulica onde se incluíram dezenas de Barragens de médio porte para regadio e, nalguns casos, também para a produção hidroeléctrica.
(Incluindo a construção de centenas de km de canais de regadio, secagem de pântanos, protecção das margens e correcção de alguns cursos de rios, por todo o Território Nacional).

61) Construção de mais de 240 Pontes e Viadutos e ainda maior número de Pontões.
(Já mencionadas três pontes, itens 15, 55 e 56, mas podemos acrescentar ainda, só a título de exemplo, o Viaduto Duarte Pacheco em Lisboa, a Ponte de Santa Clara em Coimbra; a Ponte sobre o Douro em Barca d’Alva; Pontes de Entre-os Rios, de Chaves, de Santa Clara – a - Velha no Concelho de Odemira, da foz do Dão - hoje submersa, etc., etc.).

62) Melhoria geral da rede Rodoviária Nacional.
(Em 30 anos apenas, entre Estradas Nacionais, Municipais e Caminhos em construção integral - com terraplanagens, pavimentações e reparações - o País foi enriquecido com mais de 21 600 km de Vias de Comunicação).

63) Melhoria geral de toda a Rede Ferroviária Nacional.
(Renovação parcial da via e das viaturas de passageiros e mercadorias; melhoria das passagens de nível, da sinalização, das comunicações telegráfica e telefónica entre Estações e completa modernização de todas as Estações de Caminho de Ferro).

64) Ampliação e renovação, em todo o território, da Rede Telefónica Nacional.
(Incluindo também a melhoria geral de outros serviços de Telecomunicações: Telegrafia e TSF).

65) Construção de cerca de duzentas Estações de Correios.

66) Construção generalizada, por todo o País, de Redes públicas de abastecimento de água potável e Redes de saneamento.
(Iniciou-se nesta época, a construção das primeiras ETAR, em alguns Concelhos).

67) Execução de inúmeras Obras Portuárias por todo o Litoral português.
(Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Sesimbra, Sines, Algarve, Madeira e Açores; menciona-se, por exemplo a construção de alguns esporões de protecção da costa, a construção e apetrechamento dos Portos de mar e Molhes, incluindo dragagens; construção de Cais, Docas, edifícios para as Capitanias, Lotas e ainda o apetrechamento dessas instalações com toda a espécie de equipamentos usados na movimentação e armazenagem portuária).

68) Criação das Bases aéreas.
(Ota, Montijo, Monte Real, Beja, etc. incluindo a aquisição no Estrangeiro de um vasto conjunto de aeronaves e equipamentos afins e a criação das OGMA, verdadeira escola de Mecânica fina de elevada qualidade, totalmente dedicadas à Construção e Manutenção de Aeronaves militares).

69) Renovação da Base naval da Marinha.
(No Alfeite; simultaneamente Escola Naval e Estaleiro de construção e reparação Naval onde se construíram e repararam várias dezenas de vasos de guerra de toda a espécie).

70) Aquisição do Navio Hospital “Gil Eanes”.
(O segundo deste nome, o qual constituíu um apoio inestimável à Frota Bacalhoeira).

71) Criação das Casas do Povo e das Casas dos Pescadores.
(Incluindo a construção de centenas dos respectivos edifícios).

72) Construção de novos Hospitais e Sanatórios e beneficiação dos antigos.
(Apenas dois exemplos, dos muitos construídos por todo o País: a construção do Hospital Rovisco Pais – Leprosaria - na Tocha com dezenas de edificações espalhadas por uma área total de 110 ha, aproveitando integralmente uma doação do grande benemérito; construção do Hospital Psiquiátrico de Sobral Cid - próximo de Coimbra - com 15 edifícios espalhados por uma área de 10 ha).

73) Criação e implantação do Plano de colonização interna.
(Permitiu grandes desenvolvimentos agrários em várias zonas do País, quase desabitadas e improdutivas. Um exemplo: Pegões, onde se aproveitou também uma doação do benemérito Rovisco Pais. Todos os colonos recebiam gratis, para além de uma casa de habitação, terreno para cultivar, sementes, algumas alfaias agrícolas e apoio pecuniário nos primeiros anos de instalação).

74) Construção de dezenas de Palácios da Justiça, de Casas dos Magistrados e remodelação de muitos Tribunais.

75) Construção de diversos Edifícios Prisionais, Prisões – escola e Residências de Guardas Prisionais.

76) Construção das Centrais Termoeléctricas do Carregado e do Funchal.

77) Contam-se por muitas centenas, as obras de recuperação efectuadas em Castelos, Igrejas e Catedrais, Museus e outros Edifícios e Monumentos Nacionais, Parques e Jardins.
(Um pouco por toda a parte incluindo, geralmente, também as respectivas áreas envolventes.
De referir ainda a construção de dezenas de Estátuas, Bustos e outros Monumentos evocativos de Grandes Portugueses e Assuntos Pátrios notáveis, que hoje adornam muitos locais públicos).

78) Construção e guarnição dos Postos de Controlo Fronteiriço e Alfandegário ao longo de toda a Fronteira terrestre e junto aos Portos de mar e Aeroportos.

79) Construção de diversos Silos, de grande capacidade, para o armazenamento de cereais.

80) Construção de diversos Quartéis de Bombeiros.

81)  Construção de diversos Mercados Municipais.

82)  Construção de mais de uma centena de Bairros Sociais por todo o território.

83)  Construção de mais de uma dezena de Edifícios dos Paços do Concelho e construção do edifício da Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal.
(Complementarmente, quase todos edifícios dos Paços do Concelho existentes foram remodelados ou ampliados).

84) Criação dos “Livros únicos” para os Ensinos Primário e Secundário.
(Esta medida proporcionou grandes economias às Famílias portuguesas da época. Mais de 60 anos passados, após a primeira edição dos três primeiros Livros de Leitura do Ensino Primário, eles continuam a ser procurados nas sucessivas edições que o mercado reclama, porque a sua inegável qualidade, os mantêm valiosos e úteis).

85) Criação das Pousadas de Portugal.

86) Criação da FNAT.
(Hoje INATEL).

87) Construção de diversas Colónias de Férias para crianças.
(Em Viana do Castelo e na Gala – Figueira da Foz , para só citar duas).

88) Construção do “Portugal dos Pequeninos”.
(Em Coimbra; uma obra muito apoiada pelo Dr. Bissaya Barreto)

89) Construção da Creche/Infantário Ninho dos Pequeninos.
(Em Coimbra; uma obra muito apoiada pelo Dr. Bissaya Barreto)

90) Construção de diversas Casas da Criança.
(Espalhadas pela Região Centro e também sugeridas e apoiadas pelo Dr. Bissaya Barreto).

91) Instituição do ABONO DE FAMÍLIA, para todos os filhos de pais assalariados.

92) Instituição da ADSE.
                                                   
93) Aplicação  efectiva e geral da Semana de Trabalho de 48 horas.

94) Construção de vários Quartéis militares.
(Por exemplo, Adidos da Força Aérea no Lumiar, Lisboa – hoje Hospital da Força Aérea, Comandos na Amadora, Caldas da Rainha, Viseu, Braga, etc.). De salientar também a ampliação e remodelação dos edifícios e apetrechamento de todos os Quartéis já existentes incluindo até, em alguns casos, a construção de habitações para Oficiais e Sargentos e suas Famílias).

95) Desenvolvimento e apetrechamento sofisticado da Manutenção Militar, dos Hospitais Militares, do Laboratório e Farmácia Militar e também das Fábricas de Armas, Munições e Explosivos militares.
(O fabrico nacional de variado material de guerra, de veículos específicos, navios para a Armada e até de aeronaves, veio permitir o desenvolvimento de capacidades e tecnologias muito avançadas para a época tornando assim possível, a exportação de produtos de alto valor acrescentado: Fábricas em Braço de Prata, Moscavide, Bracarena, Oeiras, Tramagal, Alverca, etc.).
De referir aqui, igualmente, o esforço continuado, ao longo dessas quatro décadas, para melhorar e modernizar o Ensino e o Treino militar: Academia Militar, Escola Naval, Academia da Força Aérea, Navio Escola Sagres, Escolas de Pilotagem de Aviões - Aveiro, Sintra, Ota - Escolas de Fuzileiros Navais, Marinheiros, Pára-quedistas, Infantaria, Artilharia, Comandos, etc.: Vale de Zebro, Vila Franca de Xira, Mafra, Tancos, St.ª Margarida, Lamego).

96) Acolhimento fraterno e seguro, prestado pelo Estado Português a inúmeros refugiados de guerra.
(Entre os quais se destaca o Sr. Caloust Gulbenkian que, em agradecimento desse bom acolhimento e segura protecção, dotou adequadamente a Fundação que tem o seu nome, a qual tanto tem ajudado e cultivado sucessivas gerações de Portugueses, há mais de cinco décadas a esta parte, nos mais diversos ramos do Saber, da Arte e da Cultura).

97) Concessão, pelo Estado Português, de apoios diversificados a muitos dos investidores privados nacionais e estrangeiros (grandes e pequenos) que, pelas suas iniciativas, criaram ou desenvolveram empreendimentos de vulto e dos quais resultou Pão, Trabalho, Formação, Segurança e Apoio a milhares de famílias portuguesas, apoio traduzido na criação de Bairros operários, Escolas, Creches, Cantinas, Postos Médicos, Colónias de Férias, Clubes de Futebol, Serões para Trabalhadores, etc.
(Exemplos de Organizações e Indústrias então criadas, desenvolvidas ou introduzidas em Portugal: Siderurgia Nacional, Cuf, Lisnave, Setenave, Mague, Sorefame, Cometna, Fundições, Carris, Duarte Ferreira - Tramagal, Indústrias de Camionagem, de Montagem de Automóveis, Autocarros e Camions, Fabrico de  Pneumáticos e Componentes mecânicos para Automóveis, Sacor, Cimenteiras, Construtoras Civis, Casa do Douro, Têxteis da lã e do algodão, Confecções, Fabrico de Fardamento Militar, Curtumes, Calçado e Chapelaria, Fósforos, Cordoaria, Agro-Alimentar, Indústria Conserveira, Moagem de cereais, Nestlé, Indústria Vidreira, Indústria Cerâmica, Philips Portuguesa, Standard Eléctrica, Siemens, Efacec, Indústrias de Cabos Eléctricos e de Motores eléctricos, Indústrias do Papel, Exploração Mineira, Indústria Farmacêutica, Companhias de Navegação, Grandes empreendimentos Hoteleiros e tantas mais). 



Quando alguém diz que tudo isto foi feito à custa da exploração ultramarina, esta é a resposta:



E os Povos de lá, não ficaram a dispor de uma Língua Universal, um bem inestimável?

Não ficaram milhões de indivíduos autóctones com Cursos escolares primários, Cursos médios e Cursos universitáriosministrados não só na Metrópole mas também por todo o Ultramar, pagos pelo Erário Público Português?

E o que lá ficou edificado?
Não ficaram todas as Províncias Ultramarinas, nomeadamente Angola e Moçambique, dotados de dezenas de CIDADES COMPLETAS, onde se incluíam toda a espécie de Edifícios habitacionais e Edifícios administrativos, Mercados Municipais, Redes completas de abastecimento de águas e electricidade, Redes de efluentes, Escolas primárias, Liceus, duas Universidades, Hospitais, Quartéis e várias outras instalações militares e até Estádios de Futebol e unidades completas de Radiodifusão, pagos pelo Erário Público Português? (Tudo isto feito com Qualidade, convenientemente apetrechado e a funcionar regularmente).
Não ficaram disseminadas pelos territórios, muitas Pontes e Viadutos, Barragens grandiosas e grandiosas redes de distribuição eléctrica (Cambambe e Cabora Bassa, por exemplo), inúmeras Estradas, Linhas de Caminhos de Ferro incluindo todo o material circulante, Portos de mar e modernos (à época) Aeroportos e Aeródromos, pagos pelo Erário Público Português? (Tudo isto feito com Qualidade, convenientemente apetrechado e a funcionar regularmente).

Para quem recebeu um País rural, quase analfabeto, na Bancarrota e numa agitação política e social tremenda, que atravessou as épocas difíceis da Guerra Civil de Espanha e da 2ª Guerra Mundial, que teve de enfrentar a Guerra do Ultramar em três frentes; que após a sua governação deixou o País sem dívidas, A CRESCER, EM MÉDIA, A MAIS DE 6% AO ANO, na última década da sua governação, que até devolveu integralmente o dinheiro recebido de empréstimo do Plano Marshal, que deixou em cofre 50* milhões de contos de réis em divisas e quase 866** toneladas de ouro nas reservas do Estado, é Obra! (fontes: * Blogue: “O Adamastor”; **Blogue: The Bests”).


Comparemos a Lista anterior com a Lista de algumas das realizações do período posterior de outros 40 anos, dito da LIBERDADE e da DEMOCRACIA:


De 1974 e 2014, os Governantes deste período de tempo, conseguiram: 

1)   Levar o País a TRÊS (3) Bancarrotas.
Como consequência de desgovernos. Atente-se, por exemplo, às excessivas despesas feitas por todos os Órgãos de Soberania, acrescidas das vultosas Subvenções concedidas, quer aos Partidos Políticos representados na Assembleia da República, quer às centenas de Fundações (nascidas como cogumelos).
Acrescentem-se também, os custos da Gestão das inúmeras Empresas Públicas e Organismos afins entretanto criados.
Todas estas despesas deviam ser sempre um exemplo de contenção e parcimónia mas, afinal, consomem quantias fabulosas, impensáveis num País de poucos recursos como é Portugal.

2)   A destruição massiva do emprego.
Actualmente há, oficialmente, 700 000 portugueses desempregados ou seja uma taxa de desemprego acima dos 16% (em 2013) e muitos mais haveria se não tivessem emigrado aos milhares!
Isto é o resultado da progressiva destruição do tecido empresarial nacional.
Vamos assistindo, por todo o País, ao definhar:
- Da Agricultura: pela importação de bens alimentares que antigamente se produziam internamente, pelo abandono das terras e das explorações pecuárias por falta de rentabilidade, pelos pavorosos incêndios florestais anuais e até já houve incentivos para arrancar árvores e para não semear, etc.
-  Das Pescas: com incentivos à venda e abate de embarcações e de licenças de pesca.
-  Da Indústria e do Pequeno Comércio em geral, com falências e encerramentos de Empresas, às centenas, devido a diversos e graves factores; destes destacamos alguns pelos quais o Estado é responsável: a Justiça cara e morosa, a Legislação em constante mudança, o forte aumento dos impostos e das rendas de casa, a redução da procura interna e, recentemente, a importação massiva dos mais diversos artigos de origem oriental.
Mais de 85% das famílias portuguesas têm hoje, um ou mais elementos desempregados, pois as leis entretanto promulgadas facilitam o despedimento rápido, quase sob qualquer pretexto e com encargos reduzidos para a entidade patronal. Mesmo assim, nem sempre se respeita a lei.
Hoje 434 800 jovens, dos 15 aos 32 anos, nem estudam nem trabalham – são a chamada Geração “nem-nem”; (fonte: Público “on-line” 24/11/2013).

Porém, em 1974, existiam SETENTA E UMA (71) empresas portuguesas com mais de 1000 empregados.
Hoje contam-se apenas DUAS (2); (fonte: INE).

3)   A destruição do Ensino em geral.
É confrangedora a média negativa das classificações obtidas actualmente nos Exames Nacionais para o Ensino Médio e confrangedora é a ignorância evidenciada por muitos licenciados e estudantes universitários, em questões simples de Cultura Geral, nomeadamente na Língua Portuguesa escrita e falada, História e Geografia de Portugal e na História e Geografia Universais. (Vejam-se, por exemplo, os concursos sobre Cultura Geral, na RTP). 

O encerramento de inúmeras Escolas, a introdução de métodos pedagógicos de qualidade duvidosa (ensino da Matemática por processos “inovadores”, uso de Computadores no Ensino Básico, etc.) e a concentração dos alunos em colmeias escolares afastando-os do seu ambiente familiar, tudo isto tem originado a diminuição da qualidade do Ensino, o aumento do abandono escolar e constitui mais um factor que contribui para a desertificação do território interior nacional, já de si bastante acentuada.

Cabe ainda aqui referir, o enorme desinvestimento feito no ensino da Língua Portuguesa que se estende até aos descendentes dos nossos Emigrantes, pelo despedimento de dezenas de professores contratados para dar aulas aos seus filhos.

Em contraponto, está em curso o projecto de ensinar em Portugal o idioma inglês, nas escolas oficiais do Ensino Básico, às crianças portuguesas que ainda mal conhecem a Língua Mãe e a sua Gramática. (Escolas oficiais há, onde até já se ensina Mandarim (!) a crianças de 8-10 anos…).

Igualmente grave é o facto de nada ser feito pelas Autoridades para reduzir a péssima influência a que a Juventude está hoje sujeita, não só pelo abuso da Diversão Nocturna, mas também dos frequentes Eventos “culturais” alienantes, fontes de graves licenciosidades e dos piores vícios.

Daqui resulta que, muitos dos Homens e Mulheres de Amanhã, não adquirem hábitos de trabalho e não praticam o respeito por si próprios nem pelo seu semelhante.
Além disso estão completamente alheios ao sentimento do amor à Pátria, por desconhecimento do que é e foi Portugal e tão-pouco têm ideia do papel que pretendem desempenhar na futura Sociedade que os espera.

Atente-se, por exemplo, ao que dizem e fazem muitos Jovens em eventos tais como: Festivais musicais, Jogos de Futebol, Praxes académicas e na praga dos omnipresentes “Grafitti” em paredes, no mobiliário urbano, nos Autocarros de transportes públicos, no Metro, nos Comboios, etc.

Contrariar as más tendências dessa parte significativa da Juventude, deveria ser tarefa não só das respectivas Famílias mas também dos Governos que realmente quisessem preparar o Futuro; como isso parece não acontecer entre nós, está gravemente posta em causa a Nação portuguesa enquanto nação livre, próspera e perene.

 4)      Mandar efectuar a remodelação de Escolas.
Esta decisão (considerada publicamente por uma Ministra da Educação, como tendo sido “uma grande festa!”) fez despesas enormíssimas mas, em muitos casos, as Obras ficaram suspensas a meio, por falta de verbas. (Como, por exemplo, na Escola António Arroio em Lisboa, onde não existe, há mais de um ano, um Refeitório; isto obriga a que os Alunos e as Alunas tomem as suas refeições diárias tendo por mesas e cadeiras o chão da calçada, nas Ruas e nos Passeios fronteiros  à Escola ou em Cafés e esplanadas das redondezas).
Consta que as despesas na recuperação dos edifícios das escolas derraparam para mais do triplo - de 940 milhões de euros para 3.168 milhões - e a requalificação de algumas das 205 escolas que então tinham sido intervencionadas custou 30 mil euros por aluno.
Escolas há, cujas Obras recentes de remodelação foram executadas com tão fraca qualidade, que deram origem a muitas reclamações e à necessidade de despesas adicionais avultadas, para efectuar as respectivas correcções - mais de Trinta Milhões de euros (!) - segundo os Jornais.

Entretanto, noutros Estabelecimentos de Ensino, permitiram-se gastos exorbitantes, não só com a aquisição de Obras de Arte, mas também com o uso de materiais de construção muito nobres, tudo perfeitamente desnecessário e despropositado.

A par destes desconcertos assiste-se, por todo o território nacional, ao encerramento de diversos Serviços, indispensáveis às populações envelhecidas e isoladas.
Tais Serviços foram criados para benefício e comodidade do Povo e, muitas vezes, instalados em edifícios próprios feitos de raiz e noutros casos em edifícios melhorados com obras recentes; citamos, por exemplo: alguns Hospitais em Lisboa, Centros de Saúde, Correios, Escolas, Repartições de Finanças, Tribunais, Postos da GNR, etc.
Tudo isto vem causando os mais diversos prejuízos e incómodos às populações, extensivos até aos Emigrantes portugueses, com o encerramento de vários Consulados de Portugal no Estrangeiro.

5)     Dotar o País com diversas Auto-estradas.
Algumas são redundantes (!) e outras de interesse muito duvidoso (visto registarem tão reduzido tráfego que nem sequer geram receita para custear a respectiva manutenção).
Tanto as Auto-estradas como outras obras, nomeadamente Pontes diversas, foram parcialmente construídas com dinheiro de empréstimos avalizados pelo Estado, ficando muitíssimo onerosos para a presente e futuras Gerações de Portugueses.

Portugal tem hoje, quatro vezes mais quilómetros de Auto-estrada, por habitante, do que o Reino Unido e mais 60% do que a Alemanha! (fonte: Semanário “O Diabo”).
Ainda a referir que se construíram, durante as últimas quatro décadas, uma quantidade inimaginável de Rotundas Rodoviárias, disseminadas por toda a parte, sendo que, só no Município de Viseu (507 km quadrados)  atingem o número de 197 (!). Pergunta-se: todas necessárias?

6)      Dotar o País com Dez (10) Estádios de Futebol.
Vários destes Estádios estão economicamente insolventes e um deles, pelo menos, com dívidas por saldar que se arrastam desde a sua construção (2004); outros estão inacabados e quase todos com fraca utilização ao longo do ano.
O mesmo se passou com a construção do Pavilhão de Portugal na Expo 98 e, por todo o País onde se levantaram Pavilhões gimno-desportivos, Bibliotecas e Piscinas, muitas destas unidades tem reduzido uso e algumas estão encerradas e em degradação.

Construíram-se também dezenas de Parques Industriais, um pouco por todo o País, muitos deles pouco produtivos e com edifícios encerrados.

Dotar o País de inúmeras “Obras Artísticas”, pagas pelo Erário Público “a peso de ouro”, quase todas desnecessárias e de gosto muito duvidoso. (Apenas três exemplos: uma no topo Norte do Parque Eduardo VII em Lisboa, outra junto às Portagens da Ponte Vasco da Gama e até um “filme” que deixa os espectadores sem imagens, durante quase todo o tempo da sua exibição (!). Só nestes três exemplos, no seu conjunto, o custo final terá rondado, pelo que foi escrito nos jornais da época, na moeda actual, o equivalente a 1 Milhão e quatrocentos mil euros!).

Dotar a cidade de Beja com um Aeroporto Internacional, que funciona nalguns fins-de-semana!

Dotar o País de variadas Construções e Equipamentos, cujos orçamentos foram sempre largamente excedidos, tendo desaparecido dinheiros que até, nalguns casos, originaram Processos-crime em Tribunal. (Exemplos: Expo 98, Metropolitano de Lisboa, Casa da Música e Casa do Cinema no Porto, Centro Cultural de Belém em Lisboa, etc.).

Também o Estado Português encomendou  inúmeros pareceres jurídicos e estudos, com custos elevadíssimos e utilidade duvidosa, como os efectuados para o novo Aeroporto de Lisboa e para o TGV. Relativamente a este último, as obras foram iniciadas e, em seguida, mandadas suspender pelo Estado; as empresas envolvidas reclamam agora grandes indemnizações pelos prejuízos decorrentes.

7)      A destruição progressiva da Família portuguesa.
Concretizada na promoção (real ou velada) do Divórcio, do Aborto, da  homossexualidade e na Emigração dos Jovens, a maioria deles, profissionalmente qualificados e em início de carreira. Esta emigração foi incentivada pelo próprio Primeiro-ministro actual, dada a sua incapacidade de criar condições para esses jovens trabalharem no País que os viu nascer, os criou e qualificou.

O desemprego tem forçado a Emigração de Portugueses em geral e atinge, actualmente, cotas das mais elevadas de sempre, com a fuga de mais de 10 mil pessoas por mês.
Portugal tem hoje, uma das mais baixas Taxas de Natalidade do Mundo, mas, legalmente, vem provocando, em média, mais de 43 abortos, por dia, nos últimos 7 anos! (ver Apêndice, no final).

desavença conjugal cresce de dia para dia e cifrou-se em 40 homicídios de conjugues (a maioria do sexo feminino) no ano de 2012 e 36 homicídios consumados em 2013, segundo dados transmitidos nos telejornais.

instabilidade social actual conduziu Portugal ao lugar de terceiro país da Europa onde o suicídio mais cresceu nos últimos 15 anos.
Estima-se que, por esta via, morram mais de cinco (5) pessoas por dia, em Portugal, conforme revelou, em Março de 2013, um relatório europeu. (Fonte: Jornal Sol “on line”).

Entretanto, o Estado Português continua a subvencionar um conjunto de párias (que de portugueses pouco ou nada terão), que não pagam impostos directos nem jamais fizeram descontos significativos para a Segurança Social, mas que votam, em quem os subvenciona!

Até a Maternidade Alfredo da Costa, concluída e apetrechada no anterior Regime, um Hospital de referência a nível europeu na especialidade, pretendeu o actual Governo encerrar, sem primeiro dotar o País de uma outra unidade equivalente ou melhor.
E por carências diversas e diversas alterações, passou a ser banal e frequente efectuarem-se partos nas bermas das estradas portuguesas, assistidos pelos Bombeiros dentro das suas Ambulâncias (!). 

A Fome, de que foi acusado, por vezes injustamente, o Regime do Estado Novo, aí está, já há mais de 20 anos, a exigir a necessidade absoluta da existência do Banco Alimentar contra a Fome com as suas 20 Delegações espalhadas por todo o País (!).
Esta instituição distribui, anualmente, milhares de toneladas de alimentos, doados pelo Povo Português (que ainda pode doar), para suprir a miséria crescente nas famílias portuguesas.

Escandalosamente, estes bens alimentares doados, não só deram enormes lucros às Grandes Superfícies comerciais que os venderam, mas também ao Estado Português, através da cobrança do IVA, correspondente à transacção desses mesmos bens (!).

Apoiadas no Banco Alimentar criaram-se dezenas de Instituições Particulares de Solidariedade Social destinadas a dar, diariamente, toda a espécie de assistência (alimentos, roupa, calçado, etc.), a milhares de famílias necessitadas e também aos “Sem-abrigo”; estes, às centenas, espalhados pelas ruas das cidades (só na cidade de Lisboa são mais de 800)  dão uma imagem clara da Sociedade portuguesa actual, de miséria e abandono, fruto do regime que actualmente vigora. Esta calamidade era praticamente inexistente, durante a vigência do Regime anterior.

 8)      A destruição generalizada da qualidade e tranquilidade da vida nacional.
Assiste-se à “promoção” de uma sociedade multicultural, que nos avilta todos os dias, pela permissão, sem grande controlo, da estadia de estrangeiros indocumentados ou de qualquer forma ilegais, que por cá se acoitam, muitos deles vivendo do crime, da prostituição e da vida indigente.

Também se verifica já a contaminação acentuada dos cidadãos nacionais, cujos actos criminosos são cada vez mais graves e, alguns deles, outrora desconhecidos entre nós.
Refere-se o uso de armas e engenhos explosivos de guerra, engenhos artesanais especiais, “car jacking”, raptos, sequestros, extorsões, tráfico de crianças, assaltos com violência extrema, bárbaros homicídios, etc.

Também, o mau exemplo dado pela corrupção criminosa que se adivinha em muitos sectores da Administração Central e Local e até nos Órgãos de Soberania (!), de que a Imprensa e alguns Homens livres têm feito eco, por não ser atempadamente bem averiguada, por não ser reprimida e punida com severidade foi e é, também, um forte meio conducente à ruína nacional dos dias de hoje.

As prisões portuguesas estão sobrelotadas como nunca, apesar dos inúmeros estratagemas que a Justiça pratica, para não prender e manter presos, os condenados que incorreram em penas de prisão (citam-se, as prisões domiciliárias, as penas suspensas, as prescrições de processos de crimes (5 por dia), as saídas da cadeia por amnistias ou após o cumprimento de 2/3 da pena, etc.).
A população prisional ultrapassa os 14100 reclusos com uma sobrelotação que atinge já os 16%; (fonte: DN 17/1/2014).

9)     A destruição da Soberania de Portugal.
Por via da perda de boa parte do nosso território, da perda da nossa moeda, da abolição do controlo fronteiriço, da aceitação oficial acrítica de um Sistema Ortográfico cheio de absurdos que ninguém compreende e, sobretudo, pelo depauperamento económico resultante da nacionalização de uma Casa Bancária falida, da perda de muitas empresas nacionais, umas total ou parcialmente alienadas a favor de estrangeiros, outras extintas pelas mais variadas razões, sem que se veja, da parte de quem governa, qualquer tentativa para evitar, por algum meio, tanta destruição.

Para cúmulo do que atrás se diz, a Nação Portuguesa está a contrair avultados empréstimos financeiros externos, com elevados juros, os quais dificilmente poderão vir a ser pagos em muitas décadas, mesmo recorrendo ao brutal agravamento geral dos Impostos e ao desvio dos dinheiros pertencentes aos Aposentados do Estado e aos Reformados da Segurança Social, desvios esses decretados pelo actual Governo, sob pressão dos credores de Portugal, actuais mandantes das linhas mestras da Política nacional, interna e externa.

10)    Das Forças Armadas quase nem vale a pena falar já que, actualmente, após sucessivos encerramentos e alterações, para pouco mais servem do que para mandar alguns contingentes de mercenários para teatros de guerra, em conflitos que não nos dizem respeito absolutamente nenhum.

Paralelamente, todas as Forças de Segurança transpiram e manifestam, na RUA, um preocupante mal-estar, por razões que se prendem com uma significativa redução dos direitos que usufruíam e até dos respectivos salários (!). Tudo isto é complementado com uma perda significativa da sua autoridade e com a previsível redução dos meios que lhe estão destinados, os quais são considerados indispensáveis ao seu bom funcionamento.




CONCLUSÃO

O período 1890 - 1930 (quatro décadas) constituiu um Calvário para os Portugueses. Neste período ocorreram o Ultimatum Inglês, o Regicídio e o assassinato do Príncipe Herdeiro, a queda da Monarquia, a implantação da República e a partida do último Rei e da Família Real, para o exílio.
Em apenas 16 anos, a República (chamada Primeira República) viu 45 Governos tomarem posse, decretou o massacre de milhares de jovens na calamitosa participação na 1ª Guerra Mundial, para defender causas alheias e assistiu aos assassinatos de um Presidente da República e de um Primeiro-ministro. Muita miséria, insegurança, analfabetismo, forte emigração e a Bancarrota (!)
                                       
Estas, algumas das principais circunstâncias que existiam, quando surgiu o Regime do Estado Novo.
Este novo Regime, que perdurou por pouco mais de quatro décadas (1933 – 1974), fez renascer a Esperança aos portugueses,dada a melhoria acentuada que proporcionou ao todo nacional.

Durante essa época conseguiu o Estado dotar o nosso País (que então se encontrava na penúria de quase tudo) dos Meios Humanos e Materiais essenciais ao seu bom funcionamento, quer pelo incremento dado ao acesso ao Ensino e à Cultura (a todos os níveis), quer pela melhoria radical dos serviços de Saúde, da Habitação, dos Meios de Comunicação, da Produção Agrícola e Industrial e da preservação efectiva do Património Nacional.
Principais consequências: a criação de Emprego e de Riqueza Nacional.
O cumprimento disciplinado da Lei e da Ordem produziu o esperado equilíbrio das Contas Públicas e o Crescimento Económico e tudo isto foi feito em clima de Paz e Tranquilidade Pública.
Em resumo: este período trouxe uma notória melhoria das condições de vida ao Povo Português conforme facilmente se pode deduzir da leitura da primeira Lista que se apresentou.

O golpe de estado de 25 de Abril de 1974 determinou o fim brusco do Regime do Estado Novo e deu início a outro período dequatro décadas que se completa este anoNeste período, já se contam os assassinatos (presumíveis) de um Primeiro-ministro e de um Ministro.
Ao longo destas quase quatro décadas tem-se assistido, com espanto, ao desbaratar persistente de grande parte da herança material e mental, produzida pelos Portugueses da Geração anterior.

A indisciplina e a falta de rigor na forma de governar traduziram-se, simplesmente, em três Bancarrotas e na criação de uma dívida externa astronómica, pela qual se reduziu a Nação Portuguesa a uma espécie de Protectorado.

A recessão e/ou a estagnação no Crescimento Económico em que Portugal tem vivido, gerou enorme desemprego e a fuga para a emigração de uma grande parte da Geração Jovem (aquela na qual o País maiores esperanças depositava); o seu retorno a Portugal é imprevisível e muito improvável.

Esta Geração Jovem deixa para trás, uma população envelhecida e empobrecida, 60% da qual vive, monetariamente, na dependência directa do Estado.
A Taxa de Pobreza ultrapassa os 15 % da população e, 28 famílias declararam insolvência, em cada dia só durante o 1º trimestre de 2013.

Tudo isto em nome duma “Democracia” e duma “Liberdade”, entretanto fictícias.
Fictícias, porque não há Democracia sem a participação, plena e esclarecida, do Povo na escolha directa de quem o há-de governar e não há Liberdade quando o Povo não tem onde ganhar a vida e passa mal.

Conforme facilmente se pode depreender da leitura da segunda Lista apresentada, a actual Geração Jovem vê-se arrastada numa vertiginosa descida ao Inferno, onde a Esperança não se vislumbra, situação para a qual ela não contribuiu nem é responsável e muito menos o serão as Gerações que se lhe seguirem,.

PORTUGAL  ESTÁ  EM  VIAS  DE  DESAPARECER,  ENQUANTO  NAÇÃO  LIVRE  E INDEPENDENTE  E  ALGUÉM  TEM  DE  SER  RESPONSABILIZADO  POR  ISSO!

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Apêndice – (Texto retirado do Jornal “Público on-line” em 20 / 11 /2013):

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) comparando a evolução das famílias entre 1960 e 2011 quantificam transformações e mostram a que ritmo estão a ocorrer mudanças com as quais nos deparamos no nosso quotidiano. Somos um país no qual há mais pessoas sós, mais famílias monoparentais, mais casais recompostos e menos famílias numerosas.

Muitos destes dados reflectem a erosão da família tradicional e a adopção de novas formas de vida. Outros traduzem a inexistência de uma política de família que contrarie a tendência para a quebra da natalidade que em Portugal há muito atingiu dimensões gravíssimas.

Os dados do Eurostat mostram que temos a segunda taxa de natalidade mais baixa da União Europeia. Os números do INE, por seu turno, indicam que a percentagem de casais com filhos baixou de 41,1% para 35,2%, entre 2001 e 2011. Estes dados evidenciam os efeitos da ausência de uma política real de apoio às famílias. Os dados do Observatório das Famílias e das Políticas de Família revelam que Portugal gasta apenas 1,5% do PIB em apoios económicos às famílias e que nos últimos três anos meio milhão de crianças perderam o direito ao abono de família.
Num país em austeridade acentuada, travam-se os gastos que poderiam conduzir a um aumento da natalidade. Poupa-se nos que ainda não nasceram. E, por essa via, perde-se a possibilidade de contrariar o défice demográfico e torna-se mais difícil combater os problemas que decorrem do envelhecimento das populações, ao nível da Segurança Social ou dos custos de saúde.

Um país que convida os jovens a emigrar e não dá aos que ficam condições para constituir famílias está a condenar-se a prazo. Somos um país em recessão demográfica e que desistiu do futuro, aceitando o declínio a prazo como preço para sobreviver no presente. É preciso inverter essa recessão demográfica. E isso implica que o país passe a ter uma política efectiva de família.
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Lisboa,  Janeiro de 2014

Manuel Alves

do blogue portadaloja